O Nevoeiro (The Mist)

Direção: Frank Daranbont.
Roteiro: Frank Daranbont adaptando conto de Stephen King.
Elenco: Thomas Jane, Marcia Gay Harden, Laurie Holden, Nathan Gamble, Toby Jones, Jeffrey DeMunn, Frances Sternhagen, Andre Braugher, William Sadler, Alexa Davalos.
Ano: 2007 (EUA) / 2008 Brasil.
Gênero: Terror, Suspense, Ficção Científica.
Tempo: 122 min.

Sinopse: Após uma terrível tempestade, uma estranha névoa encobre uma pequena cidade. Criaturas ocultas no nevoeiro atacam as pessoas que saem as ruas. Um grupo fica preso em um supermercado e não pode sair do estabelecimento temendo ser atacado. A partir de então, começa uma luta sangrenta pela sobrevivência.

No seu terceiro longa adaptado de uma obra do “mestre do terrorStephen King, Frank Darabond mais uma vez ‘acerta a mão’ e faz um ótimo trabalho. Anteriormente já havia feito os ótimos filmes “Sonho de Liberdade” e o tão aclamado “A espera de um Milagre“. Nem todo conto ou livro de Stephen King é bem recebido nos cinemas, um bom exemplo disso é o lastimável “O Apanhador de Sonhos (Dreamcatcher)” lançado em 2003 por Laurence Kasdan.

O filme conta com um elenco bem eclético e tem como grande destaque a atriz Marcia Gay Harden (‘Pollock’) que interpreta uma religiosa ‘alucinada‘, ela simplesmente está sensacional no papel. Temos ainda Thomas Jane (‘O Justiceiro‘, e também em “O Apanhador de Sonhos“) que interpreta o grande pai e ‘líder‘ (bem ao estilo de Jack em Lost, meio que sem querer mas toma a frente quando ninguém mais quer). Outras boas participações são as de Laurie Holden (‘Terror em Silent Hill’), Andre Braugher (‘Poseidon’), e Toby Jones (‘Sra. Henderson Apresenta’).

O filme é daqueles que lhe prendem e atenção e te assustam não pelas criaturas escondidas no nevoeiro, mas sim pelo terrível lado humano que quando posto à prova e a duras realidades tende a mostrar o quão primitivos e perigosos podemos ser. Quem for ao cinema esperando um filme de terror onde os ‘monstrinhos‘ vão aparecer e lhe dar ‘sustinho‘ pode esquecer completamente esta idéia. O Nevoeiro (The Mist) é o que posso chamar de terror levado a sério.

Logo de início (como mostrado no trailer) uma tempestade traz um denso nevoeiro e deixa um grupo de pessoas presas em um pequeno supermercado, um sujeito chega logo avisando “Tem algo no Nevoeiro, fechem todas as portas e janelas“. É nesse pequeno espaço, nessa situação desesperadora e desconhecida, onde eles não tem como pedir ajuda ou ninguém “superior” para protegê-los que o desespero humano vem à tona, e em pouco tempo vemos que as misteriosas criaturas do nevoeiro são o menor de seus problemas.

Quando vamos chegando ao final do filme, temos momentos desesperadores e de grande tensão. Se em todo o filme a tensão está no limite, no final ela ultrapassa esta marca e eu digo que não esperava um final tão corajoso e sensacional. Um ótimo filme que destoa dos demais filmes do gênero que estamos acostumados a “engolir a seco” nos cinemas, filmes bobos e de sustos fáceis.

O terror e suspense demonstrados neste filme são de um nível acima dos demais filmes do gênero exibidos ultimamente nos cinemas. Talvez o pequeno problema, pelo menos para alguns, seja o baixo orçamento para os efeitos da parte “ficcional” do filme. Na verdade o terror e suspense do filme é a soma de todos os medos e toda a tensão provocada pelo confinamento naquele espaço com tantas pessoas e não simplesmente nas estranhas criaturas escondidas no nevoeiro.

Para quem gosta de filmes tensos e que exploram o lado humano quando testado acima de seus limites pode conferir o filme sem “medo” (belo trocadilho ein?). Achei o filme ótimo e recomendo a todos que gostem de filmes ‘inteligentes’. Para as pessoas que gostam de se ‘aterrorizar‘ apenas com monstros e sustos imbecis talvez seja melhor ir na locadora e alugar algum filme do tipo “Pânico na Floresta“.

44 comentários sobre “O Nevoeiro (The Mist)

  1. O conto Os Condenados de Shawshank saiu nos cinemas com o nome Um Sonho de Liberdade, realmente um filme espetacular.

    Quem não quer saber muito sobre o fim do filme deixe de ler este comentário pois este ponto do filme é realmente impactante.

    O final do filme me deixou muito, mas MUITO irritado, pois no livro não é claro qual o destino das pessoas nem como ficará o mundo pós nevoeiro. Fazer esta cena, principalmente depois de tudo o que os caras passaram é dar razão ao religiosos malucos que ficaram no mercado, pois uma hora o exército chega.

    Para você ter uma idéia quando faltavam 2 minutos para o fim do filme comentei com Isabel que este era um filme que eu compraria no lançamento, mas após a cena eu nem pretendo assistir este filme de novo. Foi depressivo demais e desnecessariamente. Podia ter deixado o destino deles no ar, assim como no conto. É impressionante como eu amei cada segundo do filme, menos o final.

    Se o DVD tiver um final alternativo talvez eu ainda queira alguma coisa com ele.

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  2. Porra man, “Os Condenados de Shawshank” deve ter sido em Portugal. Como o Dmitry falou por aqui ficou “Sonho de Liberdade”.

    É, eu ainda tava na dúvida se ia ver ou não esse filme. Ganhei ingresso pra ver, agora irei com certeza.
    ehehehehe

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  3. Natureza Selvagem é, de fato, muito bom. O livro também é legal e vale a pena a leitura (é bem rápida e fácil).

    Nesse FDS assisti Linha de Passe. Bom filme.

    Agora pretendo ver O Nevoeiro, mais ainda depois desse comentário.

    Abraços.

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  4. O filme é ótimo do começo ao fim. Cria uma tensão sem paralelo e tem personagens densos, por cujos destinos nos interessamos (não é como um filme de terror comum, onde pouco nos importa quem vai sendo ceifado pelo monstro ou monstros). O confinamento no supermercado é particularmente bem sacado (afinal, é o maior símbolo da cultura predatória e consumista em que vivemos). E o final é simplesmente SENSACIONAL porque tem a coragem de ser abertamente trágico. Um grande trabalho.

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  5. Achei o filme bom, mas ficou faltando muito detalhe pra entender o porque a pastora agredia tanto a loira… a história da briga dos vizinhos… porque o menino….? E fala sério!!!que merda de final…não vou comprar essa droga!!!!E olha que eu adoro Stephen King!!!Mas nem ele quis aparecer no filme dessa vez.Vai ver era um daqueles nas teias….

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  6. Vou fazer um comentário bem atrasado. Muita gente não gostou do final trágico, dizendo ter sido desnecessário. Mas lembram que o Drayton prometeu ao filho, quando estavam deitados no mercado, que não deixaria ele ser pego pelos monstros? O menino o fez prometer isso, e momentos antes do desfecho dentro do carro o que aparentemente ia acontecer era que todos iam ser mortos de forma horrível pelas criaturas. Eu acho que muda muito a visão de cada um, mas o fato principal é que quem já é pai vê o filme de uma outra maneira…

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  7. Concordo plenamente com você André… o pai prometeu ao filho que os monstros não o pegariam.. o final foi incrível, diferente daqueles que já estamos acostumar a ver, todos sofrem o filme inteiro e no final são felizes para sempre, ah pare, estava na hora de aparecer filmes com finais assim, foi surpreendente, se não fosse, não fariam tantos comentários a respeito. Eu amei o final, o filme todo.

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  8. porra! achei o filme inteiro muitoo bom, só achei meio sem nexo o final, pois eh o q vcs falaram anteriormente,

    mais eu achei muitoo inútil o final..

    vejamos, o cara nao tinha ideia de q ia aparecer um exército, e achou q ia acabar nisso, morreriam com o bixos.. o q ele fez eh certo, os mataram para se matar depois, mais acabou com q ele chora após ver a “cagada” q fez (matou todos pra depois de tudo chegar ajuda)…

    mais digo q acaba sem nexo, pois nao mostra o destino do dele, nao fala o q vai acontecer com ele,,
    e se fosse eu no lugar dele, me mataria, pois nao iria continuar vivendo depois do q aconteceu, foi o seu filho, sua mulher… o q eu teria de motivação pra continuar a viver,,

    mais nao mostrou nada disso no final do filme…

    Bom, esse eh o meu ponto de vista …

    mais o filme eh excelente!! desculpa qualquer coisaaaa!

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    1. Olá bruno, mesmo atrasado na discussão gostaria de dizer que tb, concordo com você em alguns aspectos, como o final ser desnecessário, não pelo fim em si. mas por ter fugido um pouco do dilema trabalhado durante o filme,tipo os conflitos da sobrevivencia e da religião, durante o filme ficou muito preso a esse dilema, religião versos sobriedade,e quando parte para o final o filme parece esquecer o enredo trabalhado dando um desfecho que não condiz com o que vem sendo desenvolvido. bem, claro esta minha visão, o filme é muito bom no que se propõe ser de terror, e terror dos bons, principalmente quando se fala de terror psicologico. pena que o final, fez perder o clima tenso para um sentimento de revolta. vai ver era isso que o diretor queria… revolta e polemizar.
      um abraço, sou do sextacast.

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  9. Alguns trechos do filme são bem interessantes para serem usados numa aula de filosofia da religião. Senão vejamos: Diante de uma ameaça desconhecida e aterrizante é natural que as pessoas entrem em pânico; na ânsia de garantir a própria sobrevivência e ter algum controle psicológico (apesar de ilusório) a religião é – incoscientemente – adotada como um mecanismo eficiente para agregar pessoas, no entanto, como nos mostra a história (aqui, refiro-me a ciência histórica) , se os fieis acharem (e pensam estar fazendo a melhor coisa do mundo) que você deve morrer porque, supostamente, deus quer assim, não tenha a menor dúvida que farão da maneira mais perversa e sangrenta!!!
    Portanto, o filme mostra o quão perigoso pode ser a religião quando pessoas, sujestionáveis e abaladas emocionalmente, seguem fervorosamente um(a) “líder espiritual” que fala com deus e acredita (pura esquizofrenia!!!) que tem a verdade acerca do bem e do mal, apontando quem deve viver e quem dever morrer em nome de deus ( ou melhor, de uma psicopatologia!!!)

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  10. Domenico é isso aí mesmo o que você.

    Mostra também que no fundo no fundo somos apenas animais primitivos. Outro filme que é bem diferente deste, mas se olhado sob esta mesma ótica teria o mesmo uso é “Ensaio Sobre a Cegueira” (veja crítica: http://www.porraman.com/2008/09/ensaio-sobre-a-cegueira-blindness/)

    Em Ensaio Sobre a Cegueira, quando praticamente todo mundo perde a visão o ser humano volta a ser primitivo também.

    []´s

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  11. Não seria a primeira vez que Frank Darabond, daria uma “certa continuidade pessoal” ao final do conto de King. Acho que ele faz isso, para que sinta que tem “algo dele” no filme. Porém, tudo é construído de uma forma tão coesa, que realmente não “estraga” ou “desmerece” o seu ótimo trabalho em adaptações.

    Em “Um Sonho de Liberdade”, por exemplo, dirigido também por ele, o livro termina com o personagem de Morgan Freeman no ônibus, se dirigindo a cidade onde encontraria seu amigo, interpretado por Tim Robbins no cinema, pensando como seria sua nova vida. No filme, Frank Darabond, nos mostra como esse encontro acontece e isso não me fez gostar menos ou mais do filme do que do livro. Os dois são ótimos!

    Eu entendo que você possa não ter gostado disso, mas de repente seria uma boa olhar o filme como um todo.

    Abraços.

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  12. Vanessa, na verdade eu adorei o filme e não li o conto, então não tem nem como eu não ter gostado da opção de Frank Darabond em contraponto a de Stephen King.

    Abração e valeu pelo comentário

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  13. Marcio, acabei de assistir esse filme e não pude me conter vim correndo pra net comentar sobre o mesmo.
    Nunca assisti um filme tão idiota e cansativo, chega até ser deprimente, o final é detestavel.
    Claro que gosto é gosto e tudo depende do ponto de vista de cada pessoa, mas esse filme pra mim é nota mil abaixo de zero.
    Desculpe o desabafo, mas eu precisava rsss

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  14. Bem, agora é o seguinte, já o linkei nos favoritos aqui,estou visitando o blog, e serio, estou gostando dos posts, textos diretos com boas opiniões, com ficha tecnica e tudo mais. valeu, e continuarei usando o como referencia e estudos/pesquisa.
    bom trabalho.

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  15. um filmaço !!! tensão e suspense na medida certa,uma bela ambientação,com um clima claustrofóbico,além de belas atuações e um dos melhores finais que eu ja ví na vida,um filme magnífico como poucos conseguem ser nota 10

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