Onde Vivem os Monstros (Where the Wild Things Are)

 

Onde Vivem os Monstros (Where The Wild Things Are, 2009/2010 – Fantasia, Drama: 101 min)

Dirigido por Spike Jonze com roteiro de Spike Jonze, Dave Eggers (adaptando livro de Maurice Sendak). Estrelando: Max Records, James Gandolfini, Catherine Keener, Paul Dano, Catherine O’Hara, Forest Whitaker, Michael Berry Jr., Chris Cooper e Lauren Ambrose.


Maurice Sendak escreveu em 1963 uma das obras ‘infantis’ mais cultuadas dos Estados Unidos, “Onde Vivem os Monstros (Where the Wild Things Are)“, que é cheia de imagens e poucas palavras, uma leitura fácil e cativante pelo que se ouve falar. Como nunca tive a oportunidade de ler tal conto, fiquei nas mãos do insano Spike Jonze que já tinha me levado ao delírio com seus filmes “Quero Ser John Malkovich” (um dos primeiros DVDs que comprei) e “Adaptação” (2002). E depois de muitas indicações e todo o hype em cima do filme o que posso dizer é que gostei do que vi ainda que esperasse um pouco mais.

Na trama somos apresentados ao jovem Max de 9 anos, uma criança de imaginação fértil e inventiva. Com problemas comuns de crianças e sem saber direito como conviver com sua irmã que está crescendo e se distanciando dele e ainda com sua mãe que começa a se envolver com um sujeito, Max foge e vai parar bem no lugar ‘onde vivem os monstros’. Lá ele começa a conviver com diversos monstros de personalidades distintas.

Engana-se quem pensa que “Onde Vivem os Monstros” é um filme para crianças, apesar de ser uma obra que fala sobra a infância. E todas as metáforas estão lá bem visíveis, não precisa ser nenhum gênio do cinema para visualizá-las. Trata-se mesmo de uma linda história e um bonito filme, ainda que o tom seja bastante melancólico.

Talvez tanto falatório em cima desta obra tenha me feito criar expectativas demais para algo que é justamente simples, levemente emotivo e interessante. A história é muito bonita realmente mas, ao terminar de ver o filme, a vontade que me deu foi de ler o livro já que este trabalho de Spike Jonze não vai entrar para minha lista de filmes inesquecíveis. Se for para lembrar de uma obra infantil que me deixa bastante emotivo, eu prefiro lembrar por exemplo de “Uma História sem Fim“. Ainda assim, recomendo a todos que assistam. Vale mesmo a pena, só não leve seus filhos e sobrinhos juntos com você.

12 comentários sobre “Onde Vivem os Monstros (Where the Wild Things Are)

  1. Olha cara, assisti esse filme e simplesmente não entendi o porque de tanto hype em cima de um filme tão normal. Achei o filme muito chato e simplesmente desliguei o computador quando o filme nem estava na metade e fui dormir. Achei o filme muito infantil e muito adulto ao mesmo tempo. Infantil por causa daquelas monstros bizarros e adulto por causa da linguagem e de todo o contexto em geral. É um filme que eu acho que será completamente esquecido, já que crianças não vão gostar e muito menos os adultos. Enfim, assim como você, eu espera mais desse filme, na verdade, espera MUITO mais.

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  2. De onde você tirou esse “hype” do filme?
    Desde o lançamento as críticas diziam que o filme era apenas razoável mesmo, mas eu queria ver mesmo assim.
    Agora porra man, eu que tenho tv de lcd bla bla bla não curto muito ver o filme baixado, quanto mais vc que tá vendo no laptop.

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  3. Não era idéia do diretor, criar uma superprodução(avatar?).
    E está longe de de ser Infantil.
    Sou pai (3 filhas) e este filme é revelador.
    As metáforas são ricas, e o filme é pra adulto mesmo.
    O menino enfrenta seus próprios demônios enquanto nos leva a visualizar de forma rica o complexo universo de uma criança em vários ângulos.
    Cada monstro representa a forma que ele enxerga as pessoas ao seu redor, o molde que a mente de uma criança dá as pessoas ao seu redor e com seu próprio selo.
    Exemplo. O Carol representa ele mesmo no momento de fúria incontida(mordeu a propria mãe( arrancou obraço do amigo). Ricas metáforas…. Muito bom….

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  4. Como eu disse no post, engana-se quem pensa que este é um filme infantil, você está certíssimo Alex.

    Talvez por eu não ser pai, nem ter tido problemas sérios em minha infância, não tenha “viajado” tanto nessas metáforas.

    Mas é sim um bom filme.

    []´s

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