The Divide – 2012

 

Filme: The Divide – 2012

Direção: Xavier Gens

Elenco: Lauren German, Michael Biehn, Milo Ventimiglia, Courtney B. Vance, Ashton Holmes, Rosanna Arquette

Sinopse: Um evento quase apocalíptico destroi NY e um grupo de sobreviventes corre para o porão do seu edifício com o intuito de se salvarem. Aquele pequeno espaço onde alguns desconhecidos terão que fazer de tudo para sobreviver a catástrofe lá de fora e dos impulsos assassinos uns dos outros.

 

Quando eu vi o trailer fiquei roendo as unhas a espera de The Divide. A idéia de um apocalipse nuclear – é o que aparenta a princípio – e um grupo de pessoas escondidas em um porão de um prédio. Terror psicológico sempre me atraiu. Quando o filme começa, não entendemos muito bem o que está acontecendo pois é tudo muito rápido. Bombas, uma correria dentro do edifício, os moradores vão até o porão e apenas oito conseguem entrar. Esta é a veia inicial de The Divide. Apesar de ser um espaço relativamente pequeno para todas essas pessoas, alí tem uma estrutura muito peculiar pois Mikey sempre foi um homem paranóico e fez daquele lugar um forte para se proteger de ataques terroristas.

Eis que as horas vão passando até que finalmente um grupo chega pelo lado de fora do porão usando roupas especiais para evitar uma contaminação. O problema é que aquelas pessoas não são os mocinhos, fazendo com que outra situação se instale: Ficar ali é uma sentença de morte e sair, também. Sabe aquela expressão: Se correr o bicho pega e se ficar o bicho come? Pois é.

E tudo isso acontece nos minutos inicais do filme. A partir daí começa uma guerra de terror psicológico que parece muito promissora: como conviver em paz com mais sete desconhecidos, com comida e água  racionada e qualquer tipo de lei? E quando a comida e a água acabarem ? O que encontramos a seguir é um filme muito chocante. Por alguns momentos me lembrou O Senhor das Moscas mas só por alguns momentos mesmo. Não sabemos nada anterior ao apocalipse nuclear e nem mesmo as histórias daquelas pessoas que são apenas nomes. Isso poderia ser muito bom se de alguma forma isso nos fizesse imaginar ou até mesmo querer conhecê-los além do que vimos mas não é o que acontece. Ao menos não aconteceu comigo. Nenhum daqueles personagens me deu qualquer tipo de simpatia e eu não me importei com nenhum deles. É como se no fundo eu tivesse desistido de qualquer um deles na primeira meia hora de filme.

Apesar da estética incrível todo o resto é muito exagerado. As imagens são muito bonitas, bem construídas, uma plástica feliz ao propósito do filme. O problema são os personagens. É como se todos fossem animais desde sempre pois não demora nada para cada um mostrar uma face psicótica. Será que a coisa iria mesmo pra esse lado? Mesmo que fosse, deveria ser progressivo, não? Parece que escolheram os sociopatas de NY e colocaram todos para morar no mesmo prédio. Vi muitos elogios a este filme e não discordo completamente mas esperava outra coisa. Mesmo sendo um diretor  de corajoso, Xavier não pode ir além. Apesar da brutalidade eminente e direção firme que deu a The Divide, o roteiro não permitiu aos personagens um desenvolvimento e aprofundamento necessários para marcar este filme como um clássico na esfera dos filmes pós apocalípticos.

Acompanhe a degradação dos personagens nas imagens abaixo:

Patrícia Arquette
Milo Ventimiglia
Milo Ventimiglia
Michael Eklund

 

Quando você termina de assistir The Divide você fica assim:

 

Fiquei feliz em saber que sentiram minha falta!!! E vamo que vamo pois tenho muitos filmes atrasados!

 

 

9 comentários sobre “The Divide – 2012

  1. Que sintonia Dani, vi este filme outro dia e achei até razoável.

    Tem umas coisas que surgem no início da história que depois termina o filme e não se explicam, não tem motivo e simplesmente são esquecidas.

    O que acontece quando se confinam pessoas num espaço limitado por dias? Coisa boa é que não vai dar. O filme começa até “tranquilo” mas vai chegando pro fim e fica bem tenso.

    A menina lembra um pouco Jovovich eu achei.

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  2. Eu vi esse filme há uns meses. Realmente, os personagens são deveras vazios e não tem carisma algum. Foi meu pensamento durante todo o filme. Num tem um que você queira que sobreviva ou que morra, simplesmente não faz diferença alguma.

    Mas eu gostei do conceito do filme. Eu acho interessante essas coisas que acontecem quando o instinto de sobrevivência toma conta dos outros. A gente regressa a um estado psicologico primitivo. Mas eu também achei a degradação muito rápida também haha

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    1. Pois é, o filme já começa numa correria e a tensão só cresce!
      Quando o Sam derrubou a arma tirando ela da lata de café e quando ele atirou no Adrien, por exemplo, eu quase bati na TV…o cara era inútil demais! heheh

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