Star Wars – O Despertar da Força

O filme mais esperado do século, Star Wars – O Despertar da Força segue quebrando todos os recordes do cinema e, provando de uma vez por todas, que Star Wars é uma experiência que transcende o cinema. Tem falhas? Poderia ser melhor? Sim, mas nada disso importa muito quando o assunto é ‘Guerra nas Estrelas’. Já sobrevivemos a Ewoks, a Mid-Chlorians… Porque então pequenos pormenores poderiam prejudicar esta obra de ser uma das melhores lançadas em 2015?

Quando os primeiros acordes criados por John Willians começam a tocar e o letreiro com uma sinopse do filme surge em tela é difícil conter a emoção e a euforia. Star Wars – O Despertar da Força (Star Wars – The Force Awakens), funciona como uma remake, já que a estrutura narrativa é praticamente idêntica a tudo o que os fãs da saga já conhecem e esperam – e incrivelmente isso não é ruim -, funciona como um novo reboot e funciona como um novo filme para angariar novos fãs.

É como se estivéssemos nos anos 80 (ou 90 se considerarmos que muitos viram o filme nas locadoras ou na Tv) assistindo pela primeira vez o Episódio VI – Uma Nova Esperança, claro, com alguns ajustes necessários à geração atual. Mais ação, mais drama, mais urgência e mais correria, tudo isso dosando bem as cenas dramáticas com muitos alívios cômicos (acertadíssimos) divididos principalmente entre os novos personagens, Finn (John Boyega, “Ataque ao Prédio”) e o BB-8 (bebê oito, por favor).

O novo elenco

O novo elenco é um show à parte, além de Finn temos Rey (Daisy Ridley) que desponta como uma nova heroína a ser idolatrada. É impossível não se apaixonar por ela e não vibrar com sua jornada, ainda que alguns a julguem perfeita demais e sintam que isso é um ponto negativo à sua personagem. Engraçado que esta ‘faceta’ dificilmente incomoda quando temos um herói perfeito do sexo masculino, mas talvez isso seja assunto para um outro post. Outro novo personagem muito interessante é Poe Dameron (Oscar Isaac, “Inside Llewyn Davis – Balada de Um Homem Comum”), é uma pena que ele seja um pouco subaproveitado. As suas primeiras cenas com Finn e também o momento que ele interage com Kylo Ren (Adam Driver, “Enquanto Somos Jovens”) são espetaculares.

Quem é você?
Quem é você?

A jornada do Vilão

Falando no vilão, sim, ele tem mesmo cara de menino amarelo, de menino mimado e de fato quando tira a máscara perde um pouco da sua imponência. Só que isso funciona quando se analisa que, na verdade, além da jornada do herói clássica que acompanha Rey, temos em O Despertar da Força também a jornada do vilão. Suas motivações e devoções pelo avô são muito bem embasadas, ele é sim muito poderoso e, todas as suas ações refletem bem com a sua jornada e a sua busca por se tornar tão poderoso quanto seu avô. Claro, ele também enfrentará alguns percalços e, tendo em vista o que aconteceu com ele no final do filme é bem provavél que no Episódio VIII ele retorne da forma como alguns esperavam que ele já estivesse aqui. Ele não é, ainda, um Darth Vader. Ele ainda não é um vilão formado e pronto. É bom que se tenha isso em mente.

Não podemos esquecer também de Hux que está muito bem interpretado pelo Domhnall Gleeson (“Invencível“). A disputa que ele faz com Kylo Ren perante o grande (grande mesmo, pelo menos na projeção do holograma) Snoke (Andy Serkis, “Vingadores: A Era de Ultron“) apresenta um embate claro entre o poder bélico e o poder do lado sombrio da Força, algo que faz uma clara alusão a guerra x religião, ou armas x ‘magia’. E isto é apenas um das várias facetas que o filme dirigido por J. J. Abrams traz intrínseco à trama.

Velhos conhecidos, a mesma jornada

Desde as primeiras notícias quando foi anunciado que o elenco dos filmes clássicos retornaria para a franquia que existia uma certeza, ou pelo menos uma certa garantia que eles dariam o tom da aventura e estariam ali para assegurar aos velhos (e chatos) fãs que tudo daria certo. E realmente a interação de Han Solo (Harrison Ford, “Cowboys & Aliens”), Chewie e os demais (vamos esquecer do C3PO por favor) funciona muito bem.

A história reserva algumas boas surpresas (nem tanto se pensarmos que a ponte em Star Wars funciona como o “Dois entram, um sai” do Mad Max) e tem algumas sequências excelentes. Toda a parte que se passa em Jakku (lá ele!) é muito boa, a cena em que a Millenium Falcon é capturada por alguns piratas que aparecem para cobrar (mais) uma dívida de Solo é simplesmente espetacular.

Chewie, estamos em casa!!!!! Choraivos...
Sim, estamos em casa!

E as cenas finais, obviamente, reservam os melhores momentos. Tem as batalhas de naves e, claro, as lutas com sabre de luz que são um deleite a parte. Amigo(a), se você não vibrou quando o sabre de luz voa para a mão certa, quando ele “acende” e a madeira, ou melhor, a luz começa a gemer, sinto muito, mas você está morto por dentro. Não existe mais salvação.

Pode não ser um filme perfeito e sim, tem algumas coisas que poderiam ser melhor realizadas, mas como disse, Star Wars é muito mais que apenas um filme. E como sempre gosto de frisar, para mim, cinema é emoção e o que senti assistindo O Despertar da Força é algo indescritível.


 

Excelente: Classificação 5 de 5

Starwars_posterStar Wars – O Despestar da Força (Star Wars – The Force Awakens, 2015 – 135 min)
Fantasia, Ação, Aventura

Diretor: J. J. Abrams
Roteiro: Lawrence Kasdan, J.J. Abrams e Michael Arndt.
Elenco: Daisy Ridley, Adam Driver, John Boyega, Oscar Isaac, Harrison Ford, Mark Hammil, Carrie Fisher, Lupita Nyong´o, Andy Serkis, Domhnall Gleeson, Max von sydow, Anthony Daniels, Peter Mayhew, Gwendoline Christie

10 comentários sobre “Star Wars – O Despertar da Força

  1. eu senti a mesma emoção, realizei um sonho de assistir star Wars nas telonas…eu pensava que isso nunca iria acontecer..mais aconteceu, só faltou eu chorar de tanta emoção, adorei cada minuto de filme e espero repetir essa experiência novamente no episodio VIII…eu também me arrepiei na cena do combate final, foi muito emocionante..o melhor filme que vi este ano sem duvidas…

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  2. Cara, sinceramente, ha muito tempo que nao me emocionava no cinema como hoje. O filme e visualmente perfeito, sem exageros no CGI, a cena dos tie fighters vindo na direcao do por do sol e simplesmente espetacular. Que lutas de sabre!!! Eu assisti o filme em 3D, na cena em que o destroyer imperial fica parado na sua frente e a ponta dele quase tocando o seu rosto nao tem preco. E que venham os episodios VIII & IX.

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  3. Sim, J.J. conseguiu nos fazer reviver a emoção da trilogia clássica, e isso já basta. Mas, claro, o filme tem problemas, e a trajetória do vilão, como você falou, não me convenceu tanto ainda. Vamos aguardar os próximos capítulos, rs.

    E quanto a reclamação em relação aos Ewoks, bem, o BB8 é uma espécie de Ewok robô, vá… rsrsrsrs. Bebê, fofo, mas manhoso em excesso, fico com saudades de R2D2.

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    1. Amanda, eu penso que em 2019 todo mundo que reclamou do Kylo Ren vai olhar pra trás e pensar que este início não poderia ser mais perfeito.

      Ele ainda não é um vilão pronto, ele não é o Darth Vader. Está sendo construído e aposto que já no próximo filme ele virá com tudo.

      Eu até que não sou tão hater dos ursinhos “canibais” (eu sei…) carinhosos. Adorei o Bebê Oito 🙂

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  4. O grande trunfo do filme são os personagens e o elenco escalado para interpretá-lo. Em vez de um Anakin Skywalker insosso e vilões mal aproveitados, temos uma galeria de novas figuras carismáticas interpretadas por jovens que sabem de fato interpretar, além da volta de veteranos queridos. O elemento humano, felizmente, se faz presente que nem na trilogia original, distanciando-se das prequels (embora eu goste delas, devo sublinhar). Como você descreveu, há uma jornada para os personagens percorrerem, e este início é promissor.

    Cumps.

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    1. Espetacular seu comentário, concordamos em muitas coisas em relação a esta produção. Um início realmente promissor, mal posso esperar pelos próximos.

      Abraços

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