Crítica | O Farol

Ouse falar mal dessa obra de arte que exala mitologia grega pelos seus poros e você será tachado de ignorante pela patrulha cinéfila. Vou correr esse risco e admitir que assistir a O Farol foi uma experiência monótona que em alguns momentos quase beirou o insuportável. E olha que fui com ótimas expectativas, principalmente por ter gostado muito de A Bruxa, filme anterior do diretor Robert Eggers. Temos aqui dois homens isolados em uma ilha que possui um misterioso farol. Por algumas semanas eles precisam conviver um com o outro e deixar tudo no lugar certo, mas é claro que coisas estranhas começam a acontecer. Achei que o diretor iria conceber uma atmosfera carregada e nos brindar com um terror psicológico de respeito. Enganei-me redondamente. Não há suspense e não há tensão. Só temos aqui dois caras extremamente chatos conversando sobre nada que preste, peidando, se masturbando, sujando a cara de merda, enchendo o caneco e tendo visões com sereias libidinosas. A histriônica atuação de Dafoe, o compenetrado Robert Pattinson e a bela fotografia em preto e branco não conseguiram me fazer esquecer da trama enfadonha. Robert Eggers mostrou que está mais interessado em inflar o próprio ego do que em nos oferecer um mínimo de entretenimento.


O Farol

Título Original: The Lighthouse
Direção: Robert Eggers
Roteiro: Max Eggers
Elenco: William Dafoe, Robert Pattinson
Ano: 2019
Duração: 1h 49min
Info: IMDb

4 comentários sobre “Crítica | O Farol

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