Das vezes que apenas perdi meu tempo tentando me distrair com um filme em 2020

O desafio de sobreviver a 2020 tem me feito assistir mais filmes do que esperava. Longe de ver isso como uma vantagem em tempos tão desgraçados, escapar da realidade tem me ajudado a distrair a mente neste período tão exaustivo. O problema é quando essa distração vira um contrafeitiço azul do Magic The Gathering e, ao invés de relaxar, você fica é pirado por ter perdido seu tempo outra vez.

Nesse ano sem fim de 2020 até que consegui evitar alguns campos minados. A maioria dos filmes que assisto fica na zona do razoável, até porque tenho visto muito streaming e, das produções lançadas neste ano, poucas coisas são realmente dignas de destaque. Se não me ofender ou não me fizer de otário, eu já desculpo a maioria dos erros em um filme, mas e quando uma boa premissa é estragada? E foi isso que aconteceu com Power da Netflix.

Power é o clássico exemplo de uma boa oportunidade desperdiçada. No filme, um ex-soldado, uma adolescente e um policial nada ortodoxo tem suas trajetórias se encontrando por conta de uma droga que dá ao usuário superpoderes durante 5 minutos. Premissa boa, excelentes atores e uma porcaria de roteiro. Ele começa até bem, mas no final das contas é um desperdício total de dinheiro, tempo e oportunidade. Evitem.

Algumas semanas antes de me decepcionar com Power, num mergulho que fiz no cinema asiático, em especial o sul-coreano, me deparei com algumas escolhas duvidosas. A primeira parecia que seria ruim mas mesmo assim resolvi encarar. Em 2020 ainda sair filme sobre apocalipse zumbi só faria sentido se a produção tivesse algo diferente a entregar. E eu deveria ter ouvido a minha intuição e não ter dado play em #Alive. Até fiz uma resenha sobre ele na POCILGA, cliquem aqui para acessar.

Quando assisto produções como #Alive eu fico irritado por não ter seguido meus instintos. Parecia ser ruim e não trazer nada de novo. Era meio que óbvio, mas da mesma forma que rolamos as timelines nas redes sociais a procura de agradáveis surpresas (num oceano sem fim de coisas desagradáveis), eu dei play e perdi uma hora e meia de vida.

É assim que os filmes ruins fazem planos para roubar seu precioso tempo livre.

Só que irritado mesmo eu fico quando me empolgo com uma história e ela vai te enrolando até estragar tudo no final. A decepção é ainda maior. E foi o que aconteceu quando assisti outro filme sul-coreano chamado “Time to Hunt“. Ele iria ser lançado nos cinemas antes da pandemia e apresenta um cenário sociopolítico de um ‘futuro próximo’ bem interessante. E o melhor, a motivação dos personagens encaixa direitinho com o plano que eles criam para se darem bem num mundo que já foi pro caray.

As primeiras cenas de ação contagiam, são bem feitas até, mas chega numa parte do filme em que um personagem diz “vou te dar 5 minutos de vantagem” e é aí que tudo vai ladeira abaixo. É uma espiral de erros e escolhas péssimas, de repente uma produção promissora se torna uma enorme perda de tempo.

E, porra man, nessa minha idade avançada, nesse ano desgraçado, perder ainda mais tempo é de lascar.

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